quinta-feira, 2 de julho de 2009

IMMOTAL MICHAEL JACKSON THE KING


A morte de alguém querido sempre nos choca, ainda mais quando essa morte chega fora de hora. Por mais que tenhamos nos afastado de Michael Jackson nos últimos anos (ou teria sido ele que se afastou de nós?) era impossível não ter ainda certo carinho pelo artista que desde a infância fez a vida de algumas gerações mais felizes.

Quem está na faixa dos 40 anos deve se lembrar de vê-lo ainda criança dançando como um James Brown mirim ou dele já "mocinho" cantando funk estiloso e perfeito como Rock With You.

Os trintões com certeza dançaram muito o moonwalk e mesmo quem era "roqueiro na época" não escondia a admiração nem que fosse por Beat It ou pelo visual dos clipes.

Os um pouco mais novos talvez se lembrem da estreia do vídeo de Black Or White com Macaulay Culkin e Bart Simpson e dos shows do cantor no Brasil em 1993.

E existem aqueles que sequer viram Michael no auge mas sabem que muito mais do que aquele cara estranho que sempre aparecia na tv com máscara entrando em tribunais ou fugindo de repórteres estava um dos maiores artistas que o mundo já viu surgir.

Talvez Michael nunca mais fizesse nada de importante e a se julgar pela sua condição física, o melhor talvez tenha sido a partida antes do início dos shows prometidos para o mês que vem. Afinal seria doloroso demais se a última imagem que ele nos deixasse fosse a de um artista que não conseguia mais brilhar naquela que sempre foi a sua maior casa: o palco.

estamos tristes e lamentamos a partida de Jackson. Por isso prestamos aqui nossa homenagem relembrando alguns dos grandes momentos de uma carreira repleta deles.




Jackson Five


Divulgação
Michael Jackson letras
No início de carreira com o Jackson 5
Para entender o Jackson 5 é preciso entender a história da Motown, a gravadora do grupo. Fundada há 50 anos por Berry Gordy, o selo lançou um número impressionante de artistas que em conjunto foram dos poucos a fazer frente aos Beatles nos anos 60. Stevie Wonder, Marvin Gaye, Diana Ross and the Supremes e os Temptations criaram um novo padrão para o pop negro. Ao criar uma soul music com traços de pop, do clássico cancioneiro americano e rock, a Motown ajudou a quebrar boa parte das barreiras que separavam a música negra da branca, barreiras essas que seriam escancaradas de vez por Michael Jackson anos depois.

A Motown tinha sua sede em Detroit, o berço da indústria automotiva americana e Berry Gordy usava o princípio da linha de montagem de veículos em sua gravadora. Assim, todos tinham funções específicas na engrenagem, fossem músicos, intérpretes, produtores ou divulgadores. Na década de 60 tudo funcionava bem, mas com a chegada dos anos 70 vários de seus artistas começaram a brigar por mais autonomia e liberdade de criação – Marvin Gaye e Stevie Wonder á frente.

O Jackson 5 assim representa o último suspiro da “velha Motown”.

Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Michael eram os cinco irmãos pobres de Indiana, filhos de Joseph Jackson, um pai obstinado e um tanto cruel. Foi ele quem colocou os filhos em uma rotina violenta de ensaios e apresentações que aconteciam tanto em ginasios escolares quanto em bordéis. (isso quando Jackie, o mais velho deles tinha de 15 para 16 anos e Michael ainda estava com 7) .

O grupo chegou a Motown em 1968, após gravar algumas músicas para um selo menor. Gordy achou por bem "diminuir" a idade de todos os membros do grupo para parecerem ainda mais jovens (Michael assim “teria” 7 anos ao invés dos 11 reais). Ele também plantou a história de que Diana Ross é quem tinha descoberto o grupo.

O primeiro single I Want You Back saiu em 1969 e no começo do ano seguinte chegou ao primeiro lugar dando início à Jacksonmania. As canções eram compostas por quatro produtores da Motown (Berry Gordy incluso) que se auto-denominava “The Corporation”. A parceria Jackson 5/Motown rendeu não só álbuns e compactos de sucesso, mas também um sem número de produtos com o logotipo da banda, um coração com J5 inscrito. No auge do sucesso até um desenho animado do grupo foi produzido (nos anos 80 ainda era possível vê-lo nas tvs brasileiras).

Em 1971 paralelamente ao grupo, a Motown resolveu lançar a carreira solo de Michael. Tudo seguiu relativamente bem, ainda que a partir de 1972 o sucesso tenha declinado razoavelmente. Em 1974 o grupo se apresentou no Brasil e no ano seguinte deixou a Motown e foi para a CBS (atual Sony/BMG). O motivo alegado pela banda, foi a famosa teimosia de Gordy, que não permitia ao grupo tocar em seus próprios discos e que também se recusava a atualizar a imagem dos, já nem tanto, garotos. Como a Motown já não era mais a mesma dos anos 60 Joseph Jackson achou que o grupo poderia se dar melhor em outra gravadora.

O melhor jeito de se ter contato com os Jackson 5 é através de alguma das várias coletâneas do grupo disponíveis. Existem desde discos simples, até caixas com vários cds, Uma recomendada, e lançada no Brasil, é The Motown Years lançada para comemorar os 50 anos de Michael que em 3 cds junta faixas da banda aos primeiros hits de Michael Jackson solo.

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